Doenças


Língua Azul

A Língua Azul (LA) é uma doença que acomete animais de interesse econômico, tais como ovinos, caprinos, bovinos e bubalinos. A LA é causada por um vírus transmitido através da picada de um pequeno mosquito Culicoides sp., conhecido popularmente como maruim, borrachudo ou mosquito-pólvora, que transmite o vírus do animal doente para o sadio. 

Foi demonstrado em bovinos que a doença pode ser transmitida pelo sêmen, tanto pela monta natural quanto pela inseminação artificial. A doença já foi registrada em praticamente todo o Brasil e pode ser passada de bovinos para ovinos e caprinos, ou vice-versa.

De acordo com a Organização Internacional de Epizootias (OIE), a LA é uma doença notificável, cujo impacto econômico decorre não apenas das perdas diretas nos rebanhos afetados, mas também das restrições econômicas impostas por países importadores de animais e seu potencial genético e aos transtornos reprodutivos associados à infecção.

Como reconhecer

Normalmente os bovinos infectados não apresentam sintomas, mas em ovinos eles são mais facilmente observados, apresentando principalmente febre, podendo também ocorrer inchaço da face, corrimento nasal com aparecimento de crostas, vesículas na boca e lábios, manqueira, lesões musculares, perda de apetite, perda de peso e morte. A língua pode se apresentar inchada, para fora da boca e raramente arroxeada. Problemas reprodutivos ocorrem com maior freqüência nos bovinos (aborto, má formação congênita ou deformações). Em caprinos, pode ocorrer febre, anemia leve e aumento do volume sanguíneo das mucosas da conjuntiva e nasal. 

Como tratar

Não existe tratamento.

Como evitar

Como medida de prevenção é preciso respeitar as regras de importação e quarentena dos animais, incluindo o teste sorológico nos intervalos indicados. Em caso de resultado positivo deve-se sacrificar o animal imediatamente. 

Como os bovinos têm um período de viremia prolongado (período em que o vírus está presente na corrente sanguínea e acessível ao mosquito) e acredita-se que os mosquitos vetores tenham preferência pelo seu sangue, eles funcionam como reservatórios da doença e, por este motivo, deve-se evitar que bovinos, ovinos e caprinos sejam criados juntos.

Com relação ao inseto, podem-se usar inseticidas sobre os animais e no ambiente onde o mesmo se reproduz, tais como áreas alagadas com matéria orgânica. No entanto, existem os custos elevados e os problemas de ordem ambiental. É muito importante o controle destes locais em que o inseto se multiplica.

Pesquisas que buscam o desenvolvimento de uma vacina contra os tipos virais existentes no Brasil estão em andamento. Atualmente esta doença não tem cura e sua erradicação é praticamente impossível, uma vez que já se estabeleceu no Brasil.


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