Doenças


Diarréia Viral Bovina (BVD)

A diarreia viral bovina (BVD) é uma enfermidade dos bovinos, e também de outros ruminantes, que causa grandes perdas econômicas nos rebanhos de corte e, principalmente, de leite de todas as idades. Ela age deprimindo o sistema imunológico do animal afetado, dando condições para que outras doenças se instalem e se disseminem no rebanho.

Por apresentar distribuição geográfica mundial, cerca de 50 a 90% da população bovina adulta apresenta anticorpos no soro sanguíneo contra o vírus da BVD. Por isto, teoricamente, acredita-se que todos os rebanhos bovinos estejam infectados e a prevalência de anticorpos em animais adultos está em torno de 60%.

O vírus da BVD frequentemente infecta as membranas mucosas do nariz e boca.

Muitos animais portadores do vírus da BVD não apresentam sinais da infecção, embora eliminem, intermitentemente, o vírus. Esses ruminantes podem continuar a eliminar os vírus por períodos prolongados e, acredita-se que sejam os principais responsáveis pela disseminação e persistência do vírus em um rebanho. 

Aborto e defeitos ao nascimento são os mais importantes problemas econômicos que ocorrem em tais animais.

Os pecuaristas que não estão cientes da presença de reprodutores persistentemente infectados (PI) correm o risco de acumular animais nessas condições, o que poderia ser economicamente desastroso. Por estarem aparentemente sadios, esses animais podem ser identificados somente quando ocorrer um surto da doença ou através da realização de um diagnóstico laboratorial com amostras de sangue. A súbita ocorrência anormal da doença frequentemente está associada com o estresse, que pode ser o fator desencadeante de uma epidemia.

As principais fontes de infecção da BVD são os animais doentes e animais PI. Estes últimos são os mais importantes epidemiologicamente, tendo em vista a grande quantidade de vírus excretada por longos períodos, a dificuldade de detectá-los e a possível ausência de manifestação clínica.

Os animais PI são os principais responsáveis pela manutenção e disseminação da BVD no rebanho. A via de eliminação é ampla, envolvendo descarga nasal, saliva, sêmen, fezes, urina, lágrima e leite. 

A transmissão pode ocorrer tanto por contato direto entre animais como pelo contato indireto por meio de água, alimentos, agulhas contaminadas etc.

O vírus pode atingir o feto atravessando a placenta, através da circulação sanguínea materna, e causar aborto.

Como reconhecer

Infecções pós-natal de animais imuno-competentes. Estas infecções são atualmente denominadas de BVD aguda, em que se pode ou não observar os sinais clássicos descritos. Usualmente estas infecções são pouco manifestadas, mas causam prejuízos à fertilidade dos animais. Recentemente têm sido relatados casos de BVD aguda com severas manifestações clínicas. Entre bezerros algumas das amostras virais isoladas causam um quadro denominado de síndrome hemorrágica. 

Infecções intra-uterinas

Ao infectar fêmeas gestantes soro-negativas o BVDV atravessa a placenta e infecta o feto, causando diferentes graus de lesões macroscópicas, que vão desde imperceptíveis até a morte fetal.

Doença das Mucosas

Esta infecção fetal com imunotolerância pode ter vários cursos, inclusive o nascimento de animais persistentemente infectados (PI) que, eventualmente, podem chegar até a fase adulta sem manifestações clínicas, com incapacidade de produzir anticorpos contra o BVDV, eliminando grandes quantidades de vírus.

Animais PI têm seu desenvolvimento retardado e normalmente morrem mais cedo em função de infecções secundárias. Todavia, tais animais podem eventualmente sobreviver até a idade reprodutiva e gerar animais também persistentemente infectados.

Como tratar

Não existe tratamento para essa doença.

Como evitar

Eliminação de animais PI

O fator de maior preponderância para o controle da enfermidade constitui-se na identificação e eliminação dos animais persistentemente infectados, pelo fato dos mesmos serem os mais efetivos disseminadores da doença em um plantel.

Vacinação

Vacinas Inativadas

Vacinas inativadas ou de vírus vivo modificado têm sido amplamente utilizadas para a imunoprofilaxia da BVD. Face à importância da infecção fetal nos prejuízos causados pelo BVDV, a obtenção da imunidade fetal constitui um dos objetivos de grande importância das vacinas.

Vacinas Atenuadas

São consideradas seguras inclusive para o uso em vacas prenhes, entretanto a imunidade fetal é de curta duração, especialmente para amostras heterólogas do BVDV. Induzem proteção mais ampla e mais duradoura, mas podem causar danos ao feto, incluindo a formação de animais PI. 

Caso um biotipo citopatogênico seja empregado na produção de vacina, o mesmo pode induzir a doença das mucosas, se aplicado em animais PI. 

A vacinação repetida é recomendada tanto para vacinas inativadas como para as atenuadas.

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