Doenças


Eimeriose ou Coccidiose

A Coccidiose ou Eimeriose é uma doença parasitária causada por protozoários do gênero Eimeria sp., bastante frequente em ruminantes. É responsável por alterações gastrintestinais e morte, principalmente de animais jovens.

Observada com frequência no campo sendo, também, conhecida como “curso de sangue” ou diarreia vermelha. A Coccidiose em nosso meio apresenta-se de forma endêmica tanto nas explorações para produção de leite quanto nas de corte, sendo que o sistema de produção é um fator que influi diretamente sobre as características da doença, esperando-se uma maior frequência nas explorações intensivas, principalmente de produção de leite.

Em bovinos, as duas principais espécies de Eimeria causadoras de diarreia são a Eimeria bovis e Eimeria zuernii, sendo essa última a mais frequente entre os bezerros. As infecções, no entanto, são mistas.

A mortalidade causada pela Coccidiose é alta, por isso é uma das doenças responsáveis pelos maiores prejuízos causados à criação de ruminantes. 

Como reconhecer

A forma mais severa da Coccidiose é caracterizada por diarreia profusa, desidratação, perda de apetite, apatia e alta mortalidade. Em bezerros a doença se caracteriza por diarreia de sangue, desidratação, perda de apetite, apatia e perda de peso. Nas infecções por E. zuernii podem ser observados sintomas nervosos. O curso da Coccidiose em bovinos é variável podendo durar de uma a duas semanas. 

Como tratar

A eficiência do tratamento depende do diagnóstico e de seu início rápido, antes que atinja um grande número de animais da propriedade.

Várias drogas são recomendadas para o tratamento da Coccidiose dos ruminantes. As mais empregadas e com melhores resultados são: sulfas, amprólio, decoquinato, antibióticos ionofóricos (monensina, salinomicina, lasalocida) e toltrazuril. 

A desidratação e a falta de minerais causadas pela perda de líquidos corporais são as principais razões que causam a morte dos bezerros. Por isso, a hidratação e a reposição dos eletrólitos são sempre os principais meios de tratamento. A hidratação oral pode ser utilizada em animais com uma pequena desidratação; nos casos mais severos, é necessária a hidratação intravenosa.

Como evitar

A prevenção da Coccidiose é feita por meio da adoção de medidas sanitárias e de manejo, e pelo uso preventivo de drogas anticoccídicas.

O método de controle mais eficiente é a administração contínua de drogas anticoccídicas adicionadas à água ou ração. A incorporação de drogas anticoccídicas à mistura mineral tem proporcionado resultados promissores no controle da Coccidiose de ruminantes, porém deve-se avaliar se a prevalência da doença no rebanho justifica a adoção dessa prática. A higiene e o conforto dos animais são pontos chaves no controle das Coccidioses.

As medidas sanitárias visam impedir ou diminuir a ingestão de oocistos esporulados pelos ruminantes. Os animais devem ficar em instalações limpas e secas, separados de acordo com a idade e, sempre que possível, evitar grandes concentrações em pequenas áreas por longos períodos. Os bebedouros e comedouros devem ser colocados de maneira a não se contaminarem com as fezes. A remoção de fezes e camas deve ser feita com frequência para reduzir a disponibilidade de oocistos no meio ambiente.

Produto Vinculado: Antidiarréico


Veja mais

Tuberculose

Doença infecciosa bacteriana crônica não contagiosa, caracterizada pela forma pulmonar ou localizada (linfonodos) ou mesentérica. É uma zoonose importante, causada pelo Mycobacterium bovis, que possui uma adaptabilidade ao hospedeiro bovino quando comparado ao M. tuberculosis e M. avium, embora possa infectar o homem.

A incidência da tuberculose é menor nos bovinos de corte e maior nos bovinos de leite e, nesses, aumenta com o progredir da idade, em razão do prolongado tempo de exploração econômica. Provoca queda da produção de carne e leite e traz grandes prejuízos econômicos para os países onde ocorre. 

Os principais hospedeiros do Mycobaterium bovis são o bovino e o bubalino e do Mycobacterium tuberculosis é o homem. 

A tuberculose tem como fatores predisponentes animais de raças de origem européia, rebanhos melhorados e animais estabulados. Tem como fontes de infecção doentes típicos, portador em incubação e portador convalescente, os quais eliminam a bactéria através das secreções oral e nasal, fezes, leite e urina.

A transmissão ocorre através do ar, leite, alimentos e água contaminados.

São suscetíveis à tuberculose os bovinos, bubalinos, suínos, caprinos, ovinos, animais domésticos de estimação (cães e gatos), animais silvestres e o homem.

Como reconhecer

A maioria dos bovinos não apresenta sinais clínicos. Quando a prevalência é muito alta, em uma propriedade, alguns animais podem apresentar perda de peso, debilidade, febre, falta de apetite, dificuldade respiratória, tosse, corrimento nasal seroso ou purulento, linfonodos periféricos aumentados de tamanho, principalmente os da cabeça e pré-escapulares. A evolução da doença é de vários meses e os animais morrem por emagrecimento.

Como tratar

Animais positivos para tuberculose devem ser sacrificados em estabelecimentos com inspeção federal de acordo com as recomendações do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), através do Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose (PNCEBT).

Como evitar

Realizar educação sanitária para orientar os produtores sobre a adoção das medidas de profilaxia recomendadas pelo Programa Nacional de Controle e Erradicação da Tuberculose (PNCEBT). 

É necessário realizar periodicamente exames de tuberculinização e sacrifício dos animais reagentes positivos. Deve-se fornecer o destino adequado de dejetos animais, fazer limpeza de instalações e fômites.

Realizar quarentena e exame de tuberculinização em animais adquiridos e somente introduzi-los no rebanho após constatação de exame negativo. 


Veja mais

Verminose

Verminose é uma doença causada por várias espécies de parasitas, uns mais patogênicos e outros menos. A verminose causa grandes prejuízos, podendo levar até a 20% de redução da produção leiteira e diminuição do desenvolvimento de animais jovens.

Estima-se que bovinos parasitados com verminose chegam a apresentar perda de peso de até 40kg por ano, aproximadamente.Em ovinos e caprinos os prejuízos são principalmente mortalidade de animais jovens devido a altas infestações de vermes, baixo ganho de peso, má qualidade da lã, entre outros. 

Os equinos apresentam os mesmos sintomas acima citados, embora algumas espécies de vermes possam causar cólicas e até tumores, mas a maior influência está relacionada à diminuição do desempenho dos animais.

Animais infectados com os vermes adultos eliminam ovos destes parasitos com as fezes. Os ovos transformam-se em larvas que contaminam novamente as pastagens.

A gravidade da verminose e a intensidade da infecção por vermes estão diretamente relacionadas com a espécie de verme e o grau de infecção, e este por sua vez, depende de diversos fatores, tais como as condições climáticas, solo, vegetação, tipo de exploração, raça e idade do animal, e o tipo de pastagem e condições dos animais.

Animais sujeitos a uma criação mais intensiva são forçados a se alimentar sem muita seletividade e próximos aos bolos fecais. Isto faz com que adquiram cargas maiores de vermes, o que, somado ao fator nutricional, leva a uma quebra de imunidade e maiores percentuais de mortalidade. 

Como reconhecer

Todos os animais criados a campo estão sujeitos à verminose, especialmente os mais jovens. Todavia o diagnóstico visual da verminose é muito difícil, a não ser em estágios mais adiantados da doença, em que os animais apresentam emagrecimento, pelos secos e arrepiados, anemia, fraqueza e perda de apetite. Em alguns deles, aparece um aumento de volume sob a mandíbula, chamado no campo de "papeira".

Para a comprovação da verminose, é melhor submeter seu rebanho a exames laboratoriais, que devem ser solicitados ao médico veterinário.

Como tratar

Fazer o uso de vermífugos estrategicamente.

Como evitar

O controle dos vermes na propriedade requer medidas de manejo e principalmente a realização de exame de fezes através do OPGF e coprocultura que detectam os graus de infecção no animal e de infestação nas pastagens e os tipos de vermes presentes, para a aplicação correta de vermífugos (anti-helmínticos).

A aplicação deve obedecer ao controle estratégico, que recomenda vermifugar os bovinos no início da estação seca, meio da seca e início das águas para o gado de corte, e uma quarta aplicação no meio da estação chuvosa para o gado de leite.  Este período coincide, em aproximadamente 60% do território nacional, com os meses de maio/julho/setembro. É importante lançar mão de medidas de manejo, tais como:

Rotações: cultura, pastagens, espécies animal e de princípios ativos;

Nutrição e manejo sanitário corretos;

Tratamento de animais recém adquiridos antes de colocá-los nas pastagens junto com outros animais;

Separação de animais por faixa etária;

Aferir as pistolas dosificadoras;

Aplicar a dose correta, baseando-se no peso do animal, obedecendo as indicações do fabricante do produto;

Eliminação de estercos de maneira correta e sua utilização correta como adubo orgânico;

Água de bebida de boa qualidade;

Evitar superlotação de pastagens;

Seleção genética de animais resistentes; 

Produtos Vinculados: Absolut, Aldazol 10 CO, Centurion, Lancer, Lancer LA, Prontal VP, Ranger, Ranger LA, Ranger LA 3,5%, Ranger Premix


Veja mais


  • 01
  • | Total: 3 items