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Dermatomicose

  
O que é?

A dermatomicose é considerada uma dermatite localizada, de caráter crônico, causada pela invasão da pele e pêlos por fungos conhecidos como dermatófitos e é caracterizada pela descamação e perda de pêlos. Os agentes mais comuns causadores da doença são: Tricophitum verrucosum, T. meantrophytes, T. magnini, T. verrucosum var. albun e T. verrucosum var. discóides, sendo o primeiro o mais frequentemente observado. É também conhecida pelo nome de tinha, ringworm, dermatofitose ou tricofitose.

A doença afeta principalmente animais estabulados criados em altas lotações o que favorece a disseminação da infecção, a constante reinfecção e a contaminação do ambiente. Todas as raças, sexo ou idades são susceptíveis, embora indivíduos mais jovens sejam mais comumente afetados, principalmente os recém-nascidos, devido à sua alta susceptibilidade. Há trabalhos que citam maior incidência nos meses de inverno, embora a Dermatomicose possa ocorrer em qualquer estação do ano. Em confinamentos a enfermidade pode disseminar-se e atingir de 50 a 70% dos animais, devido a alta taxa de lotação e das numerosas oportunidades de contato entre os animais.

 

Como reconhecer?

Ao exame clínico nota-se a presença de lesões circulares, circunscritas, que podem estar desprovidas de pêlos ou cobertas por uma crosta branca acinzentada, espessa, que se sobressai à pele, a qual apresenta uma superfície úmida na fase inicial. Quando mais avançada, as crostas se desprendem, deixando exposta uma superfície seca caracterizada por alopecia. As lesões se localizam preferencialmente, na cabeça, no pescoço, nos membros e no períneo, mas podem afetar outras áreas do corpo quando a manifestação é massiva. Em bezerros as lesões ao redor dos olhos são as mais comuns e em vacas e novilhas as de tórax e membros são as mais frequentemente observadas. Geralmente as lesões são características o suficiente para o diagnóstico. A confirmação laboratorial pode ser feita através de raspados, biópsia ou cultura da pele. Deve ser feito um diagnóstico diferencial com a dermatofilose, lesões focais de sarna, alguns tipos de papilomatose ou outras infecções cutâneas.


Como tratar?

O principal objetivo do tratamento é reduzir a extensão das lesões e limitar a disseminação da doença, através da redução da contaminação ambiental. Recomenda-se um procedimento anterior de retirada das crostas, com auxílio de escovas de cerdas e água morna, seguidas de aplicação de soluções de tintura de iodo a 3% sobre as lesões, sobretudo nas regiões periféricas, diariamente. Alguns produtos têm se apresentado como opções para tratamentos auxiliares. Anil et. al. (1992) demonstraram que o uso da Ivermectina na dosagem de 200mg/Kg PV em duas aplicações intervaladas de uma semana teve efeito positivo na cura das lesões. Siqueira (1987) relata que animais que receberam Levamisol juntamente com o tratamento antifúngico, recuperaram-se mais cedo do que aqueles que receberam somente o produto antifúngico.

 

Como evitar?

Como medidas de controle recomenda-se o isolamento dos animais doentes e desinfecção de materiais e instalações usadas para os animais acometidos. A desinfecção de baias e estábulos pode ser feita com soda cáustica a 5% e caiação com hidróxido de cálcio.

Outro ponto importante é fornecer uma dieta correta aos animais, balanceada para cada categoria animal. A suplementação com Vitaminas ADE, principalmente para animais confinados e na época da seca, pode ser considerada uma medida auxiliar importante. Forragens que são submetidas a condição de colheita, secagem e armazenamento apresentam menores teores de vitaminas A, D e E e a época da seca coincide com período de menor luminosidade, o que compromete a qualidade das pastagens quanto aos teores destas vitaminas.