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Carrapatose
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O que é Em geral, cada carrapato tem afinidade com o hospedeiro que parasita, por exemplo, a espécie Rhipicephalus (Boophilus) microplus é parasita dos bovinos, o Rhipicephalus sanguineus tem predileção pelos canídeos e o Amblyomma cajennense parasita os equídeos. Entretanto, o A. cajannense não é tão específico como o Boophilus sp. e o Rhipicephalus sp., podendo parasitar muitos hospedeiros, incluindo os bovinos e o homem. Carrapato do bovino O que é Esses ácaros causam muitos prejuízos aos seus hospedeiros, por ação direta espoliadora de ingestão de sangue ou por lesões na pele dos animais, nos locais de sua fixação. Neste último caso, facilita a instalação de miíases (bicheiras) e podem servir de porta de entrada para bactérias que infeccionam o local, e conseqüentemente ocorre a desvalorização do couro pelas imperfeições que apresenta. Causa perda de apetite em função da irritação, anemia e transmite doenças como a Tristeza Parasitária. São também responsáveis por elevados custos indiretos com produtos carrapaticidas, mão-de-obra e equipamentos necessários para o seu controle e, além disso, estes produtos tóxicos podem causar sérios danos aos animais, ao homem e ao meio ambiente. As estratégias de ação fundamentam-se no conhecimento da biologia do parasito (ciclo de vida), sua relação com o meio ambiente e os hospedeiros e os instrumentos disponíveis para o controle (carrapaticidas, manejo, etc.). No Brasil, as perdas econômicas causadas pelo carrapato Rhipicephalus microplus no ano de 1983 estavam na ordem de 1 bilhão de dólares. Atualmente, estima-se que, com o aumento do rebanho bovino, este prejuízo tenha dobrado de valor. Como reconhecer Como tratar Como evitar Não é conveniente que os carrapatos sejam totalmente eliminados numa propriedade. Deve-se manter um nível tolerável de infestação que proporcione equilíbrio entre a resistência do animal e as doenças por ele transmitidas. Para manter o parasita em nível satisfatório é necessário estabelecer uma estratégia de controle, concentrando os banhos carrapaticidas (3 a 6 banhos/ano com intervalos de 19-21 dias entre eles) no início da estação chuvosa. No início da aplicação do controle estratégico na propriedade podem ser necessários tratamentos táticos quando a infestação por carrapatos fêmeas adultas for maior do que 10 a 20 em um dos lados do corpo do animal, dependendo de sua raça e faixa etária. Podem ser usados também produtos inibidores do crescimento (Fluazuron). A vacina associada a produtos químicos também é uma estratégia de controle. Carrapato dos equídeos O que é Pelo menos três espécies de carrapatos são comumente encontradas em equinos no Brasil: Anocentor nitens, Amblyomma cajennense e Rhipicephalus microplus.
Como reconhecer Como tratar Como evitar Os tratamentos carrapaticidas devem ser mais intensivos na primavera e verão com pulverização de todo o corpo dos equinos, inclusive dentro da narina e da orelha, em intervalos mínimos de 24 dias, cobrindo um período de pelo menos 4 meses ininterruptos no ano. Devem ser utilizados 4 a 5 litros da calda por animal adulto e, após o tratamento, os animais devem voltar para o mesmo pasto. Em muitas propriedades é comum o uso de carrapaticidas tópicos na orelha como única medida de controle de A. nitens. No entanto, este controle tem se mostrado ineficiente, devido às populações encontradas em outras regiões do corpo do animal. Para o controle do A. cajennense deve-se evitar a presença de pastagens sujas (mato + pastagem). Outra medida recomendada para o controle de A. cajennense é o uso de tratamentos carrapaticidas a cada sete a dez dias, durante o período larval e ninfal de todos os equinos da propriedade, num intervalo máximo de 3 dias para todo o plantel. É também fundamental que os animais sejam retornados ao pasto de origem. Isto porque se espera que cada animal vire uma “armadilha viva” durante o intervalo entre tratamentos. A dificuldade está no controle da população adulta, pois além de se necessitar de um produto com uma concentração 1,8 vezes superior à concentração indicada para o controle dos carrapatos dos bovinos, na época do tratamento (primavera e verão) temos grande quantidade de éguas em segundo e terceiro estágios de gestação. O uso intensivo e indiscriminado de carrapaticidas neste período pode ocasionar intoxicações e abortos absolutamente indesejáveis para estes animais. Para controlar estes problemas em rebanhos pequenos, indica-se que, no período de primavera e verão, todas as fêmeas ingurgitadas sejam diariamente retiradas dos animais. Alguns ganhos resultarão desta ação. Em primeiro lugar, para cada fêmea repleta retirada estarão sendo retiradas do campo 5000 prováveis larvas que comporão a geração no ano seguinte. Em segundo lugar, se o controle das fases larval e ninfal forem bem feitos, reduziremos drasticamente a necessidade de banhos carrapaticidas neste período. Em terceiro lugar, a manipulação diária destes animais produzirá um comportamento dócil altamente desejável nos animais do rebanho. Para o controle do B. microplus nos equídeos a providência imediata que deve ser tomada em um plantel infestado é a prática de separação de pastos destinados aos equinos e aos bovinos. Deve-se ter muito cuidado nas prescrições de carrapaticidas de bases fosforadas ou misturas piretróides + fosforados. Seu uso intensivo pode resultar em quadros de intoxicações em animais e operadores. Por isso, na atualidade, recomenda-se que os programas de tratamento intensivos sejam realizados com produtos das bases piretróides puras na forma de concentrados emulsionáveis para banhos de aspersão ou imersão. Baseado em todos esses estudos podemos dizer que o meio mais eficiente para evitar a infestação por B. microplus em equinos é criar cavalos completamente separados de bovinos. A infestação por A. cajennense pode ser controlada usando acaricidas recomendados nas dosagens adequadas, mantendo as pastagens uniformes e em condições limpas através da roçagem, pelo menos uma vez ao ano, durante as estações chuvosas (primavera e verão), quando o crescimento da forragem é favorecido. Infestações pelo A. nitens podem ser controladas através da pulverização de todos os equinos com acaricida por todo o corpo nos intervalos corretos e nas diluições adequadas, principalmente no período da primavera e verão. Métodos eficientes para o combate desse parasita são: ABSOLUT, RANGER, RANGER LA, RANGER 3,5% LA, LANCER, LANCER LA, ECTOFÓS, FLYTICK, FLYTICK PLUS e CONTROLLER CTO POUR-ON. |
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